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terça-feira, 5 de julho de 2011

Células que não envelhecem.



Há algum tempo os pesquisadores sabem que uma célula no organismo têm duas opções : envelhecer ou tornar-se cancerígena. Este fenômeno vêm sendo estudado exaustivamente por pesquisadores nacionais e internacionais e muitas têm sido as explicações para que este fenômeno ocorra. Recentemente a Agência FAPESP divulgou artigo onde é mencionado trabalho publicado na revista Science que trata do tema. Veja o artigo de Mônica Pileggi:

 – Diferentemente de uma célula sadia, a cancerígena não entra em senescência, ou seja, não envelhece. Uma nova pesquisa, com resultados publicados na revista Science, identificou dois genes que estão envolvidos nessa maior durabilidade das células cancerígenas.

O estudo foi feito por cientistas nos Estados Unidos em parceria com duas cientistas brasileiras: a pesquisadora Sueli Mieko Oba-Shinjo e a professora Suely Kazue Nagahashi Marie, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

O envelhecimento celular é determinado pelo mecanismo molecular caracterizado pelo encurtamento do telômero – parte da sequência de DNA que protege as extremidades dos cromossomos.

Nesse mecanismo, os telômeros ativam a enzima telomerase, que provoca seu encurtamento. Mas isso não ocorre em células cancerígenas, uma vez que elas não produzem essa enzima.

O estudo revela uma nova via em células cancerígenas – independente da telomerase – para a manutenção do comprimento do telômero.

O trabalho identificou, por meio de uma técnica de marcação histológica molecular chamada “hibridização in-situ com marcadores fluorescentes específicos de telômeros” (FISH, em inglês), dois genes encontrados com alta frequência em tumores, denominados ATRX e DAXX. Esses genes são responsáveis por manter o comprimento dos telômeros, evitando o envelhecimento das células cancerígenas.

“Alguns dos mecanismos das células cancerosas são o aumento da proliferação, da migração e a ausência da apoptose [morte celular programada ou renovação celular]”, disse Marie à Agência FAPESP.

Segundo ela, nos genes ATRX e DAXX foram detectadas mutações – por sequenciamento ou por imunomarcação – em alguns tipos de câncer. “Todos os genes com uma grande alteração na sequência tinham o telômero mais preservado, o que justifica um dos mecanismos do processo de câncer”, contou.

Essa mutação foi detectada pela primeira vez em carcinomas de pâncreas, como descreve o artigo na Science. Mas o grupo também identificou a mutação em outros 447 tipos de câncer, entre deles o glioblastoma multiforme – tumor maligno que ataca o sistema nervoso central e atinge tanto crianças como adultos – e o oligodendroglioma – que também ataca o sistema nervoso e tem origem na célula oligodendroglial.

Para os pesquisadores, o objetivo a ser atingido com esses marcadores é o de detectar a doença o quanto antes para que seja possível evitar o crescimento do tumor sólido.

“Essas são mutações genéticas que só existem nos tumores. Se conseguirmos rastreá-las durante a evolução do paciente será possível saber, precocemente, se o tumor voltou ou se está crescendo”, disse Marie. Esse conhecimento poderá ser aplicado em novas terapias contra o câncer.

O estudo foi liderado por cientistas do Departamento de Patologia do Johns Hopkins Medical Institutions, em Baltimore.

Projeto Temático

Marie atua há mais de dez anos na área de genômica e coordenou diversos projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP, entre eles o Temático recém- concluído "Procura de marcadores moleculares relacionados ao diagnóstico e prognóstico de tumores do sistema nervoso central".

O artigo que acaba de sair na Science é a terceira publicação na revista resultante de trabalhos desenvolvidos pela rede de pesquisas criada a partir do Projeto Temático e que envolve, no Brasil, além do Departamento de Neurologia da FMUSP, o Hospital do Câncer, em Barretos, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a USP de Ribeirão Preto.

Os artigos Integrated Genomic Analysis of Human Glioblastoma Multiform, de 26 de setembro de 2008 (doi: 10.1126/science.1164382), e The Genetic Landscape of the Childhood Cancer Medulloblastoma, de 28 de janeiro de 2011 (doi: 10.1126/science.1198056), descrevem os resultados obtidos pelas pesquisas do grupo com a identificação de marcadores para o diagnóstico precoce de câncer, realizadas em colaboração com instituições nos Estados Unidos.

O novo artigo, Altered Telomeres in Tumors with ATRX and DAXX Mutations (doi: 10.1126/science.1207313), de Sueli Mieko Oba-Shinjo, Suely Kazue Nagahashi Marie e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencexpress.org.

Fonte: Agencia fapesp.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

PET/MRI Combo ganha aprovação do FDA.

O U.S. Food and Drug Administration aprovou o Sistema de Ressonancia Biograph mMR (Siemens* )para uso nos EUA. É o primeiro equipamento aprovado que utiliza simultaneamente o “Positron Emission Tomography” (PET) e ressonância magnética (MRI) scan nos EUA.

PET/computer tomography (CT) scanners são bem conhecidos. Mas, segundo o FDA, o novo equipamento oferece vantagens em relação ao PET CT, incluindo “imagiamento simultâneo, redução do uso de radiação ionizante e incremento de contraste na avaliação de tecidos moles”.

"O Siemens PET/MRI system permitiu que as duas modalidades de obtenção de imagens fossem realizadas simultaneamente , sem deslocamento do paciente” disse o Dr. Alberto Gutierrez, Ph.D., diretor da Office of In Vitro Diagnostic Device Evaluation e Safety no FDA's Center for Devices and Radiological Health. "A minimização de alterações de posição do paciente possibilita ao médico maior facilidade na comparação das imagens obtidas e auxilia na obtenção de informação com maior acurácia possível".

Este equipamento foi aprovado recentemente para venda na Europa.

Similarmente ao PET/CT,o Biograph mMR usa PET para observar orgãos e partes moles ,porém com a maior acurácia da ressonância, o que possibilita ao medico a obtenção de maior numero de informações sobre as condições do paciente, observaram os técnicos do FDA. A agência adicionalmente informou que a não utilização de radiação ionizante pela Ressonância Magnética do Biograph System reduz significantemente as doses de exposição às quais o paciente é exposto. Esse uso decrescente de radiação é especialmente significante para determinados segmentos da população como crianças e pacientes que necessitam de avaliações sucessivas, continua o FDA.

O FDA avaliou o Sistema de PET RM da Siemens baseado comparativamente a equipamentos de PET/CT machine. O Biograph mMR system é indicado para qualquer paciente que necessita um diagnostico com imagens obtidas através do PET ou RM, apesar dos pacientes portadores de marca-passo , desfibriladores e outros implantes eletrônicos terem contra indicação para o exame , a não ser que tenham sido instalados já de forma preparada a manter seu uso sob ambiente de fortes campos magnéticos.

Fonte : FDA.

domingo, 3 de abril de 2011

Mensagem Subliminar na Calculadora.

Você precisa-rá de uma calculadora científica.

Nela digite os numeros 12237514.
Em seguida pressione a tecla 2nd F e pressione a tecla  - que é a tecla de subtração.
Comente a sua experiência.