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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Anvisa quer novas regras para laparoscopia.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pôs em consulta pública um conjunto de novas regras para melhorar a segurança das clínicas de laparoscopia. O texto, discutido por um ano com representantes de várias especialidades médicas, define, por exemplo, como deve ser feito o procedimento de limpeza dos instrumentos usados. Quando a desinfecção não é feita da forma adequada, o paciente fica exposto a uma série de infecções, como hepatites B e C.

'Ha muitas clínicas ruins, que não observam regras básicas de segurança com o material', alerta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, o gastroenterologista Flavio Egima.

Fabiana Sousa, especialista em vigilância sanitária da Anvisa, dá um exemplo da falta de cuidado nessa área: 'Um profissional trabalhando em esquema de mutirão realizou em um único dia mais de 30 exames de colonoscopia com apenas um aparelho.' Se as técnicas de desinfecção tivessem sido adotadas, ele teria levado pelo menos 40 minutos entre um procedimento e outro. A colonoscopia é o exame feito por endoscopia para identificar problemas no reto e no intestino grosso.

Egima diz que nem todas as clínicas que fazem o exame seguem as medidas de limpeza, que vão da lavagem cuidadosa do endoscópio ao uso de um produto saneante, encarregado de eliminar os micro-organismos.

A comprovação difícil: no Brasil, não existem trabalhos sistemáticos verificando o [índice de infecção contraída durante exame laparoscópico. A s estatísticas internacionais apontam para um índice de 1 caso a cada 1 milhão de exames. 'Mas essa estatística deve ser analisada com cuidado, porque é difícil comprovar a relação entre infecção e exame', adverte Fabiana.
Muitas vezes, o paciente descobre a infecção tempos depois da realização do exame. Por isso, esquece de fazer uma relação entre causa e efeito.

A resolução traz normas específicas sobre a infraestrutura dos serviços. As regras variam de acordo com a complexidade do procedimento. Nas clínicas em que o paciente não precisa ser sedado, a infraestrutura é mais simples. Naquelas em que o paciente tem de receber anestesia, as exigências são maiores.
'A resolução traz, num só documento, regras que estavam esparsas', avalia Egima. Ele diz que não era raro encontrar clínicas que alegavam desconhecimento das exigências.
Entre as especialidades médicas que participaram do preparo do texto estão gastroenterologia, otorrinolaringologia e ginecologia. As regras propostas pela resolução ficarão em consulta pública durante 60 dias.

Fonte: Anvisa

terça-feira, 12 de julho de 2011

astraia: administrando os dados do paciente.

Um dos aspectos fundamentais para avaliação diagnóstica em obstetrícia é a parametrização dos dados biométricos obtidos durante o exame ultra-sonográfico. A maior parte dos equipamentos vêm com softwares que auxiliam nesta documentação. Entretanto , estes programas são bastante limitados e algumas vezes com relatórios que não espelham a realidade diagnóstica do paciente. Dentre os programas existentes para trabalhar estas informações o destaque é o astraia , software de origem alemã que há muitos anos vêm sendo aprimorado cada vez mais com o objetivo de auxiliar no manuseio destas informações.

Segundo informações técnicas da Manager Systems, empresa que representa o software no Brasil, o astraia é um aplicativo de banco de dados modular específico para obstetras e ginecologistas. Ele foi desenvolvido pela empresa alemã astraia software gmbh com o apoio da Fetal Medicine Foundation (Londres) e uma equipe de especialistas reconhecidos internacionalmente em ginecologia e diagnóstico pré-natal.

O banco de dados é flexível e pode ser adaptado às necessidades individuais dos clientes bem como aos requisitos legais de cada país.



Há mais de 10 anos no mercado o astraia foi traduzido em mais de 25 línguas e mantém-se atualizado com os últimos dados científicos. O aplicativo oferece uma gama de modelos de relatórios, todos eles destinados a satisfazer as necessidades específicas do médico e da paciente.

o astraia oferece:



• administração global dos dados da paciente

• campos para inserção dos dados claramente estruturados que ajudam a questões pontuais durante os exames

• terminologia padronizada

• sistema de navegação intuitiva

• interface amigável

• flexibilidade e opções de configurações individuais

• serviço orientado ao cliente e suporte

• acesso aos dados científicos mais atuais

• custo e eficiência do tempo

• suporte completo para DICOM

• integração com sistemas de informação hospitalar através de HL7 e soluções proprietárias

• transferência de dados e imagens automática à partir de equipamentos de ultrassom e equipamentos de laboratório

• suporte para estudos clínicos multi-centrado em grande escala e pesquisas estatísticas

• agenda com funcionalidades para marcação de horários e gerenciamento de compromissos

• ferramenta para elaboração de pesquisas

• ferramenta de controle de qualidade

• soluções para um usuário e para rede

• resumos de casos e destaque automático para resultados significativos de exames

• funções para a criação e impressão de relatórios

• ilustrações gráficas para relatórios (gráficos, imagens, medidas)


O Astraia é uma aplicação com tecnologia cliente-servidor, desenvolvida em Java com banco de dados Sybase.

Os seus requisitos técnicos, não incluindo o servidor de imagem, para utilização são:



CONFIGURAÇÃO MÍNIMA

CPU 1 GHz

Memória RAM 512 MB

Espaço livre de HD 5 GB

Resolução gráfica 1024x768

Sistemas Operacionais Suportados: Windows 2000 SP4, Windows XP Professional SP2, Windows Vista Business, Windows 7 Professional, Mac OS X 10.5 Intel, Mac OS X 10.6



CONFIGURAÇÃO RECOMENDADA

CPU DualCore 2 GHz

Memória RAM 2048 MB

Espaço livre de HD 10 GB

Resolução gráfica 1280x1024

Sistemas Operacionais Recomendados: Windows 7 Professional, Mac OS X 10.5 Intel

Veja mais em www.astraia.com.br 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Radiografia - Fratura exposta de diáfise femoral.

 


Radiografia de Transição Tóraco lombar - Fratura de L1 por explosão.



TC de Coluna lombar- FAF com alojamento de projétil em espaço interdiscal.



TC de Crânio e Pescoço FAF.



TC de Tórax- Dissecção de aorta torácica.



TC de Tornozelo- Pós cirurgico fixadores metalicos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Médicos pedem menos tomografias para evitar radiação.


Médicos brasileiros estão reduzindo os pedidos de tomografia e substituindo o exame por outros que não emitem radiação ionizante, como o ultrassom e a ressonância magnética.
A iniciativa, confirmada pelo CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem), ocorre após estudos recentes revelarem que até 2% dos cânceres nos EUA podem estar relacionados ao uso desse tipo de radiação.

Também está em discussão na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a revisão de uma portaria de 1995 que regulamentou a radiologia no Brasil. A nova versão do documento vai estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico.

A radiação ionizante pode causar morte celular, e a probabilidade de câncer é proporcional à dose recebida. Hoje não há um limite estabelecido de quantos exames uma pessoa pode fazer para estar segura. A orientação é quanto menos, melhor.

Estudos apontam que o risco de câncer aumenta quando a exposição à radiação, que é cumulativa, passa de 40 millisieverts (mSv). Em uma tomografia computadorizada de abdome, por exemplo, o paciente se expõe de 2 mSv a 10 mSv de radiação ionizante. Se for obeso, a dose chega a ser o dobro.

A preocupação cresceu porque, nos últimos anos, a tomografia passou a ser um dos exames mais pedidos pelos médicos e, muitas vezes, sem necessidade. Nos EUA, ela responde por 50% de toda radiação recebida em exames. Estima-se que até 40% dos exames feitos por ano sejam desnecessários. No Brasil, não há estimativas do tipo, mas estudos mostram situação parecida.

ULTRASSOM

Para o radiologista Fernando Alves Moreira, especialista em tomografia e porta-voz do CBR, o comportamento dos médicos brasileiros começa a mudar. “Como a tomografia tem uma resolução melhor e consegue pegar alterações menores, o pessoal pedia mais. Agora, com a preocupação da radiação, já se intercala com ultrassom ou ressonância."

O urologista Miguel Srougi, professor titular da USP, é um dos que mudaram de conduta, passando a limitar os pedidos de tomografia computadorizada no seguimento de pacientes oncológicos. Antes, ele solicitava uma tomografia a cada quatro meses nos casos de tumores de bexiga, por exemplo. Agora, intercala o exame com o ultrassom. "Se der alguma anormalidade, aí peço a tomografia. Diante das novas evidências, deve ser usada com cautela."

O oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, diz que há mudanças também no acompanhamento do câncer de testículo.
"O exame deve ser feito para complementar uma hipótese clínica, nunca para avaliar se há um câncer quando não existe outra indicação de que isso esteja acontecendo."

RESTRIÇÃO EM CRIANÇAS

Estudos mostram que uma tomografia computadorizada em uma pessoa de 25 anos aumenta o risco de câncer em 0,6%, em relação a quem nunca tenha feito o exame. Moreira diz que, em crianças, o bom senso em limitar exames deve ser ainda maior.

Já existe um movimento mundial neste sentido. Para crianças com doenças pulmonares crônicas, já se discute dispensar algumas fases do protocolo do tratamento (que prevê exames periódicos para análise da doença) para evitar o excesso de radiação.

Fonte: Cláudia Collucci* repórter da Folha de São Paulo

Células que não envelhecem.



Há algum tempo os pesquisadores sabem que uma célula no organismo têm duas opções : envelhecer ou tornar-se cancerígena. Este fenômeno vêm sendo estudado exaustivamente por pesquisadores nacionais e internacionais e muitas têm sido as explicações para que este fenômeno ocorra. Recentemente a Agência FAPESP divulgou artigo onde é mencionado trabalho publicado na revista Science que trata do tema. Veja o artigo de Mônica Pileggi:

 – Diferentemente de uma célula sadia, a cancerígena não entra em senescência, ou seja, não envelhece. Uma nova pesquisa, com resultados publicados na revista Science, identificou dois genes que estão envolvidos nessa maior durabilidade das células cancerígenas.

O estudo foi feito por cientistas nos Estados Unidos em parceria com duas cientistas brasileiras: a pesquisadora Sueli Mieko Oba-Shinjo e a professora Suely Kazue Nagahashi Marie, do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

O envelhecimento celular é determinado pelo mecanismo molecular caracterizado pelo encurtamento do telômero – parte da sequência de DNA que protege as extremidades dos cromossomos.

Nesse mecanismo, os telômeros ativam a enzima telomerase, que provoca seu encurtamento. Mas isso não ocorre em células cancerígenas, uma vez que elas não produzem essa enzima.

O estudo revela uma nova via em células cancerígenas – independente da telomerase – para a manutenção do comprimento do telômero.

O trabalho identificou, por meio de uma técnica de marcação histológica molecular chamada “hibridização in-situ com marcadores fluorescentes específicos de telômeros” (FISH, em inglês), dois genes encontrados com alta frequência em tumores, denominados ATRX e DAXX. Esses genes são responsáveis por manter o comprimento dos telômeros, evitando o envelhecimento das células cancerígenas.

“Alguns dos mecanismos das células cancerosas são o aumento da proliferação, da migração e a ausência da apoptose [morte celular programada ou renovação celular]”, disse Marie à Agência FAPESP.

Segundo ela, nos genes ATRX e DAXX foram detectadas mutações – por sequenciamento ou por imunomarcação – em alguns tipos de câncer. “Todos os genes com uma grande alteração na sequência tinham o telômero mais preservado, o que justifica um dos mecanismos do processo de câncer”, contou.

Essa mutação foi detectada pela primeira vez em carcinomas de pâncreas, como descreve o artigo na Science. Mas o grupo também identificou a mutação em outros 447 tipos de câncer, entre deles o glioblastoma multiforme – tumor maligno que ataca o sistema nervoso central e atinge tanto crianças como adultos – e o oligodendroglioma – que também ataca o sistema nervoso e tem origem na célula oligodendroglial.

Para os pesquisadores, o objetivo a ser atingido com esses marcadores é o de detectar a doença o quanto antes para que seja possível evitar o crescimento do tumor sólido.

“Essas são mutações genéticas que só existem nos tumores. Se conseguirmos rastreá-las durante a evolução do paciente será possível saber, precocemente, se o tumor voltou ou se está crescendo”, disse Marie. Esse conhecimento poderá ser aplicado em novas terapias contra o câncer.

O estudo foi liderado por cientistas do Departamento de Patologia do Johns Hopkins Medical Institutions, em Baltimore.

Projeto Temático

Marie atua há mais de dez anos na área de genômica e coordenou diversos projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP, entre eles o Temático recém- concluído "Procura de marcadores moleculares relacionados ao diagnóstico e prognóstico de tumores do sistema nervoso central".

O artigo que acaba de sair na Science é a terceira publicação na revista resultante de trabalhos desenvolvidos pela rede de pesquisas criada a partir do Projeto Temático e que envolve, no Brasil, além do Departamento de Neurologia da FMUSP, o Hospital do Câncer, em Barretos, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a USP de Ribeirão Preto.

Os artigos Integrated Genomic Analysis of Human Glioblastoma Multiform, de 26 de setembro de 2008 (doi: 10.1126/science.1164382), e The Genetic Landscape of the Childhood Cancer Medulloblastoma, de 28 de janeiro de 2011 (doi: 10.1126/science.1198056), descrevem os resultados obtidos pelas pesquisas do grupo com a identificação de marcadores para o diagnóstico precoce de câncer, realizadas em colaboração com instituições nos Estados Unidos.

O novo artigo, Altered Telomeres in Tumors with ATRX and DAXX Mutations (doi: 10.1126/science.1207313), de Sueli Mieko Oba-Shinjo, Suely Kazue Nagahashi Marie e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencexpress.org.

Fonte: Agencia fapesp.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

PET/MRI Combo ganha aprovação do FDA.

O U.S. Food and Drug Administration aprovou o Sistema de Ressonancia Biograph mMR (Siemens* )para uso nos EUA. É o primeiro equipamento aprovado que utiliza simultaneamente o “Positron Emission Tomography” (PET) e ressonância magnética (MRI) scan nos EUA.

PET/computer tomography (CT) scanners são bem conhecidos. Mas, segundo o FDA, o novo equipamento oferece vantagens em relação ao PET CT, incluindo “imagiamento simultâneo, redução do uso de radiação ionizante e incremento de contraste na avaliação de tecidos moles”.

"O Siemens PET/MRI system permitiu que as duas modalidades de obtenção de imagens fossem realizadas simultaneamente , sem deslocamento do paciente” disse o Dr. Alberto Gutierrez, Ph.D., diretor da Office of In Vitro Diagnostic Device Evaluation e Safety no FDA's Center for Devices and Radiological Health. "A minimização de alterações de posição do paciente possibilita ao médico maior facilidade na comparação das imagens obtidas e auxilia na obtenção de informação com maior acurácia possível".

Este equipamento foi aprovado recentemente para venda na Europa.

Similarmente ao PET/CT,o Biograph mMR usa PET para observar orgãos e partes moles ,porém com a maior acurácia da ressonância, o que possibilita ao medico a obtenção de maior numero de informações sobre as condições do paciente, observaram os técnicos do FDA. A agência adicionalmente informou que a não utilização de radiação ionizante pela Ressonância Magnética do Biograph System reduz significantemente as doses de exposição às quais o paciente é exposto. Esse uso decrescente de radiação é especialmente significante para determinados segmentos da população como crianças e pacientes que necessitam de avaliações sucessivas, continua o FDA.

O FDA avaliou o Sistema de PET RM da Siemens baseado comparativamente a equipamentos de PET/CT machine. O Biograph mMR system é indicado para qualquer paciente que necessita um diagnostico com imagens obtidas através do PET ou RM, apesar dos pacientes portadores de marca-passo , desfibriladores e outros implantes eletrônicos terem contra indicação para o exame , a não ser que tenham sido instalados já de forma preparada a manter seu uso sob ambiente de fortes campos magnéticos.

Fonte : FDA.